HISTÓRICO

A Pesquisa Doação Brasil surgiu para suprir uma lacuna de dados sobre os hábitos e pensamentos da sociedade brasileira em relação à doação.

2014 – Depois de atuar por 15 anos estimulando o aumento da qualidade e quantidade do investimento social privado, o IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) percebeu que a comunidade filantrópica brasileira ainda era pequena e que, ao longo do tempo, não havia crescido como era esperado.

Diante dessa constatação, o IDIS concluiu que seria necessário mais do que uma atuação junto às camadas mais prósperas da sociedade. Seria necessário dialogar com toda a sociedade para promover uma mudança de mentalidade que levasse o brasileiro a adotar e praticar a cultura de doação.

Antes de sair a campo, o IDIS procurou se informar mais sobre o comportamento e a visão da sociedade a respeito da doação. Foi quando constatou que existiam poucos dados objetivos e concretos.

Foi com essas perguntas em mente que o IDIS decidiu fazer a Pesquisa Doação Brasil. Mas rapidamente compreendeu que não tinha nem o conhecimento e nem os recursos financeiros necessários para a realização de tal pesquisa.

2015 – Primeiro Semestre – O IDIS concebeu e executou um projeto de captação de recursos para o financiamento da pesquisa, contratou uma consultora especializada para apoiá-lo nos aspectos técnicos e formou um comitê para ajudá-lo a definir  os conceitos e a abrangência da pesquisa.

Essas são algumas das pessoas que contribuíram com IDIS na concepção e execução da Pesquisa Doação Brasil.

Consultora
Renata Bourroul

Comitê de Apoio
Alais Ávila – Instituto C&A
Alexandre Mansur – Revista Época
André Bogsan – Fórum das Ongs
André Degenszajn – Gife
Anna Peliano
Bruna Rabahie – PayPal
Carol Civita
Célia Cruz – ICE
Fabiana Baccas – Instituto Ayrton Senna
Fernanda Portieri – Credit Suisse Hedging Griffo
Fernando Nogueira – Fundação Getúlio Vargas
Gabriela Szprinc – PayPal
Helena Monteiro – Worldwide Initiatives for Grantmaker Support (Wings)
Iara Rolnik – Gife
Joana Mortari – Associação Acorde
João Martinho – Fundação Maria Cecília Souto Vidigal
João Paulo Vergueiro – Associação Brasileira do Captadores de Recursos (ABCR)
Júlia Pereira – Instituto Arapyaú
Luciano Junqueira – Núcleo de Estudos do Terceiro Setor (Neats) PUC-SP
Marcelo Estraviz – Instituto Doar
Maria Amélia Cora – Núcleo de Estudos do Terceiro Setor (Neats) PUC-SP
Mariana Chammas – Greenpeace
Marina Manoel – Instituto Ayrton Senna
Mirian Ferrari – Núcleo de Estudos do Terceiro Setor (Neats) PUC-SP
Nina Valentin – Arredondar
Patrícia Mendonça – USP
Pedro Spinoza – Greenpeace
Ricardo Guimarães – Thymmus Branding

Ao mesmo tempo, o IDIS começou a procurar qual seria o instituto de pesquisa ideal para realizar a Pesquisa. Era necessário que fosse experiente, que tivesse credibilidade e que apresentasse um orçamento viável para a capacidade de captar do IDIS. O escolhido acabou sendo o Instituto Gallup, que além de reunir os pré-requisitos necessários, é o instituto que apura o World Giving Index (Índice Global de Solidariedade), no mundo todo, e nos ofereceu a possibilidade fazer comparativos internacionais dos resultados da Pesquisa.

Dentro do Gallup, a Pesquisa foi coordenada por José Paulo Hernandes, que assumiu o desafio não só com profissionalismo, mas também com paixão, investindo experiência e tempo para elaborar um produto de alta qualidade.

Ao longo de 2015 foram organizadas três reuniões do Comitê nas quais foi construído o consenso sobre quais eram as questões fundamentais que a pesquisa deveria responder. Foram estabelecidas cinco perguntas básicas.

Quantos pessoas que doam para organizações sociais existem no Brasil?
Quais são as motivações para doar?
Qual o volume total doado no ano?
Por que as pessoas que não doam têm essa postura?
Seria possível fazê-las mudar de atitude?

2015 – Agosto – O Comitê nos ajudou a construir o roteiro da etapa qualitativa da Pesquisa e o questionário da etapa quantitativa.

2015 – Outubro – A seleção do instituto e o levantamento de recursos consumiram muito tempo e deram muito trabalho. Só em outubro, foi possível realizar a etapa qualitativa da pesquisa, que teve o objetivo de entender melhor o contexto no qual a Pesquisa se daria, para aprofundar o tema e também para trazer novos subsídios para a etapa quantitativa.

2016 – Março e abril – Foi realizada a etapa quantitativa, que entrou em contato com 2.230 pessoas para obter uma amostra representativa da população brasileira.

2016 – Junho – No dia 15, foi feita a primeira divulgação dos resultados Pesquisa Doação Brasil, que são públicos e podem ser consultados na aba Resultados.

Futuro – Com base nos resultados, o IDIS já está planejando a campanha por uma cultura de doação, que, dois anos atrás, deu origem a toda esta história.