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IDIS assume desafio de promover o investimento social privado em 140 caracteres

26/5/2009 - Desde 18 de maio, o IDIS está no Twitter (http://twitter.com/IDIS_Noticias), uma das mais recentes “febres” da internet. "Seu objetivo é fortalecer o investimento social privado, ampliar a disseminação de conhecimentos sobre a causa e temas correlatos, além de divulgar o conteúdo do Portal do Investimento Social", diz Márcia Woods, diretora de desenvolvimento institucional do IDIS.


Em geral, o Twitter é usado por pessoas que desejam relatar situações cotidianas e disseminar rápidas reflexões ou informações. Mas essa ferramenta e outros instrumentos on-line abrem espaço para novas estratégias de captação de recursos e divulgação de causas, o que já vem sendo aproveitado por investidores sociais e organizações da sociedade civil (OSCs).

No dia 14 de abril, por exemplo, o ator Hugh Jackman, protagonista do filme Wolverine, usou a ferramenta para realizar seu investimento social. Anunciou em seu Twitter que doaria 100 mil dólares para uma organização sem fins lucrativos. O desafio da instituição era convencê-lo, em 140 caracteres, por que escolhê-la. Dez dias depois, ele decidiu apoiar a Charity Water e a Operation Of Hope. No Brasil, só neste mês, os usuários do Twitter se depararam com pelo menos duas campanhas sociais: a “Xixi no banho”, da SOS Mata Atlântica, e a “Pixel Solidário”, do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC).


Criatividade verde e amarela

A campanha da SOS Mata Atlântica – que provoca com a questão “Você faz xixi no banho?” – inclui um site e um vídeo no youtube, além de peças para TV e mídia impressa. Ela convida os internautas a divulgar a ação por meio do Twitter e de outras redes. “O que a gente queria era gerar conversa para que, a partir de um assunto que a princípio pode parecer não tão relacionado ao trabalho do SOS Mata Atlântica, as pessoas começassem a discutir a questão ambiental”, explica Fábio Simões, diretor da divisão interativa da agência de publicidade F/Nazca. No ar desde 4 de maio, até o dia 20, o site havia sido acessado por mais de 110 mil pessoas. Cerca de 7% dos visitantes foram direcionados pelo Twitter – o segundo maior meio de divulgação do endereço eletrônico. “Esse percentual de visitas é muito bom”, avalia Fábio, que considera o microblog receptivo à divulgação de causas sociais.Reprodução - Página do IDIS no Twitter

Já a campanha do GRAACC ganhou o mundo virtual em 15 de maio. Em três horas, constava entre os dez assuntos mais comentados no Twitter. Seu objetivo é arrecadar R$ 40 milhões para a construção de um hospital especializado no tratamento do câncer em meninos e meninas. Quem adere à iniciativa, publica uma mensagem em seu Twitter, dizendo que doou espaço para as crianças com câncer do GRAACC e chamando outras pessoas a doar R$ 4,00, via mensagem de celular. O texto pode ser replicado em outros meios, como o Orkut, o Facebook, o MSN ou blogs. Para o redator da campanha, Davi Bertoncello, uma das vantagens de se atuar no Twitter é que essa rede tem a presença de vários formadores de opinião. “As mensagens retransmitidas por eles têm um impacto maior, pois ganham com a credibilidade do interlocutor.”


Espaço em construção

Os exemplos são inspiradores, mas a ferramenta ainda traz inúmeras outras possibilidades. “O Twitter não está com sua cara definida. É um adolescente com aquela voz desafinada. A chave é pegar essa onda e ir surfando à medida que as coisas se definem”, defende o consultor em Inovação e Tecnologia, Volney Faustini. Para ele, uma boa estratégia para aproveitar essa oportunidade é chamar jovens para a equipe, pois eles entendem com maior naturalidade o funcionamento desses instrumentos.

O presidente da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), Marcelo Estraviz, avalia que a inserção das OSCs na internet é obrigatória, sobretudo porque a interatividade do espaço virtual está cada vez mais focada no relacionamento. “Isso ajuda na divulgação de causas sociais e na relação com aliados e parceiros”, diz. Mas adverte que não basta fazer o cadastro de contas nas redes. “Quem cria uma página e a abandona ou escreve institucionalidades ganha o desprezo. É cruel, mas é real. Nós que estamos na rede queremos honestidade, transparência e autenticidade”, diz. Portanto, é fundamental um planejamento sobre como será feita sua atualização.

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